EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Fofocas da Noca
[23/11/2007- Matéria da Edição :90-outubro de 2007 ]
Cachorro fino é outra coisa

(Só "pra" quem é louco por cachorro)

Na França, terra de Tainá, Loick, Marine, Léa, Arthur, só dá gente fina. Gente só, não; cachorro também. Passeando pelas ruas de Paris, Marina viu um senhor bem velhinho com seu cachorro. Enorme e com jeito de idoso como seu dono. Pêlos brancos e essas coisas. Ela encantou-se porque bichos... sempre os amou de paixão.
Ao se aproximar do maior cachorro já visto por ela e por muitos, vencendo seu medo, o senhor falou ao amigo: di bonjour, di bonjour. O velho cão levantou uma de suas patas enormes e dirigiu-a à mão de Marina. Ela, claro, estendeu-a, e ele cumprimentou-a batendo a pata sobre suas mãos. "Que força!" O senhor insistiu: di bonjour, di bonjour... Ele estendeu a outra pata em direção a sua outra mão. Ela correspondeu, de novo. O caso foi que, entre jardins, monumentos e outras coisas lindas que Guilherme e Marina trouxeram na lembrança e na mala, o cachorro finíssimo e seu dono foram muito especiais.

De goela?!

Emanuel (8º ano) ficou 'de goela' - disseram os seus colegas. O que será isso?
Só deu para entender quando Carol o consolou: "não fique ressabiado, não, eu vou ajudá-lo com Augusta.
Emanuel, não fique triste, viu? Carol tem razão: Ninguém é sucesso assim, em seus primeiros investimentos afetivos. Mas ela se dispôs a ajudá-lo com alguns macetes sobre meninas. Já que é linda e muito assediada pela garotada.
Carolzinha é finíssima também. Comoveu a todos com os cuidados dedicados a Emanuel.

Pegador da hora

Caíque candidata-se ao prêmio de pegador do ano concorrendo com João Guilherme e outros. Ele tem arrasado os corações das gatinhas. Não exagere, não, viu? Por quê? Se as garotas perceberem muita vaidade, elas se vingam. E aqui mesmo, na coluna "Da Noca".
Eu que não fique firme com as regras estabelecidas com a escola para ver aonde mandam a nossa ética.


Sílvia Xavier, filha do grande escritor e ilustrador Marcelo Xavier, viu-se imitada pelo professor de teatro, Luciano, nos erres, na melodia de seu sotaque, nas expressões, no jeito incompleto de dizer as palavras. Ela reagiu:
- Não! Em belo Horizonte, não se fala assim... Isso é mais interiorano...
Outra pessoa comentou:
- É estereótipo o que se cria com os sotaques das pessoas. Não se percebe a sutileza da melodia, realça-se demais as características mais singulares... Aí, os cariocas, os mineiros, os nordestinos, nenhum se reconhece no jeito como são imitados.
Em seguidinha, meio até que interrompendo, alguém perguntou à menina mineira: - Você gostou de Aracaju?
Ela abriu um sorrisão lindo e, sem vacilar, disse:
- Dorei.

Jorros de pitangas

Menino do 7º ano chorando às pitangas: sua garota, de olhos lindos e pele braaaanca, cabelos negros, mas que não é Branca de Neve, ficando com outro, do 7º ano. Todos da mesma turma, por isso nas mesmas baladas. Dá para agüentar? Agüenta, né? Isso é só início de cantiga para quem está entrando no mundo do adulto, já adolescente. Ninguém está casando; pode até ser que ele reverta a situação. Só os covardes se rendem.