EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Piadas
[06/08/2007- Matéria da Edição :86 - Abril/Maio de 2007 ]
A SOGRA QUE NINGUÉM MERECE
O guarda rodoviário manda o sujeito parar o carro:
- Seus documentos, por favor. O senhor estava a 130 km/h, e a velocidade máxima nesta estrada é 100.
- Não, seu guarda, eu estava a 100, com certeza.
Mas a sogra, no banco de trás, corrige:
- Ah, João Luiz, que é isso! Você estava a 130 ou mais!
O sujeito olha para a sogra com o rosto fervendo.
- E sua lanterna direita não está funcionando...
- Minha lanterna? Nem sabia disso. Deve ter pifado aqui na estrada.
A sogra insiste:
- Ah, João Luiz, que mentira! Você vem falando, há semanas, que precisa consertar a lanterna!
O sujeito, nervoso, faz sinal à sogra para ficar quieta.
- E o senhor está sem o cinto de segurança.
- Mas, seu guarda, eu estava com ele. Eu só tirei para pegar os documentos.
- Ah, João Luiz, deixa disso. Você nunca usa o cinto.
O sujeito não se contém e grita para a sogra:
- Cala a boca, sua bruaca!
O guarda se inclina e pergunta à senhora:
- Ele sempre grita assim, com a senhora?
- Não, seu guarda; só quando bebe.
RUI BARBOSA E OS PATOS
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
"Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada."
E o ladrão, confuso, disse:
"Dotô, eu levo ou deixo os patos?"
SUMIÇO
Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião, liga para o tal:
- Alô! - atende uma voz de criança, quase sussurrando.
- Alô. Seu papai está?
- Tá... - ainda sussurrando.
- Posso falar com ele?
- Não. - disse a criança bem baixinho.
Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:
- E a sua mamãe? Está aí?
- Tá.
- Ela pode falar comigo?
- Não. Ela tá ocupada.
- Tem mais alguém aí?
- Tem... - sussurra.
- Quem?
- O "puliça".
Um pouco surpreso, o chefe continua:
- O que ele está fazendo aí?
- Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o "bombelo"...
Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado:
- Que barulho é esse?
- É o "licópito".
- Um helicóptero!?
- É. Ele "tlosse" uma equipe de busca.
- Minha nossa! O que está acontecendo aí? - o chefe pergunta, já desesperado.
E a voz sussurra com um risinho safado:
- Eles tão me "puculando".
O Urso Santo
Adaptação: Paula Wolf (8º. ano)
Havia um homem que não acreditava em Deus. Ele dizia sempre que Deus não existia. Um dia, esse homem estava acampando, e um urso começou a correr atrás dele. O homem caiu, e o urso o pegou. Então ele disse:
- Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!
Pára tudo, pára a cena e vem a voz:
- Agora você acredita em mim, não é?
- Oh, meu Deus, eu sei que errei, mas, por favor, salve-me!
- Isso eu não posso fazer - disse Deus firmemente.
- Pelo menos deixe o urso virar santo.
- Isso eu posso fazer.
Volta à cena, e o urso, com a sua presa bem segura, diz:
- Oh, Deus, obrigada por essa comida que eu agora vou digerir.