EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Para Refletir
[06/06/2007- Matéria da Edição :86 - Abril/Maio de 2007 ]
A paz perfeita
Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar, numa pintura, a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito, onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas, encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despedidas de vegetação. Sobre elas, havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo, parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isso se revelava nada pacífico.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que, atrás da cascata, havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Nesse arbusto, encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita. Qual pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda. Sabes por quê? "Porque", explicou o rei, "paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos, no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da Paz".