EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Nos bastidores da arte
[28/02/2007- Matéria da Edição :83 - Janeiro 2007 ]
Michelangelo (1475-1564)
Ao terminar uma de suas obras-primas, a estátua Moisés, Michelangelo passou por um momento de alucinação diante da beleza da escultura. Bateu com um martelo na estátua e começou a gritar: “Fala! Fala!”.
(Fonte: livro “O Guia dos Curiosos” de Marcelo Duarte, Editora Cia. das Letras – pág. 344).

Pablo Picasso (1881-1973)
O quadro mais importante de Pablo Picasso foi Guernica. Em abril de 1937, o general Francisco Franco comandava o exército rebelado contra o governo republicano espanhol. Para demonstrar o poderio militar que tinha à sua disposição, Franco pediu ao aliado Adolf Hitler que enviasse uma esquadrilha de bombardeiros para destruir uma cidade da Espanha. A escolhida foi Guernica, arrasada completamente. Picasso ficou indignado com essa brutal destruição e pintou o quadro de 7,76 x 3,39 metros para o pavilhão espanhol, na Feira Mundial de Paris.
Guernica ficou no Museu de Arte Moderna de Nova York até 1981. A pedido do próprio Picasso, o quadro só foi devolvido à Espanha quando ela voltou a ser um país democrático.
(Fonte: livro “O Guia dos Curiosos” de Marcelo Duarte, Editora Cia. das Letras – pág. 345/346).

O roubo de Monalisa
O Museu do Louvre, em Paris, estava fechado para limpeza no dia 21 de agosto de 1911. Um empregado chamado Vecenzo Peruggia tirou o famoso quadro da Monalisa (77 x 53 cm) de sua moldura e tomou a direção da rua. Ela ficou durante dois anos escondida no fundo falso de um baú, no apartamento de Peruggia. Quando o caso parecia esquecido, ele tentou vender a pintura ao governo italiano por 95 mil dólares. As autoridades italianas o prenderam e devolveram a obra aos franceses. No seu julgamento, em Florença, Peruggia alegou que seu ato foi motivado por um puro patriotismo – queria ver o quadro de volta ao país de seu criador. Acabou recebendo uma pena leve: um ano e quinze dias.
Em 1963, o quadro foi avaliado em 100 milhões de dólares.
(Fonte: livro “O Guia dos Curiosos” de Marcelo Duarte, Editora Cia. das Letras – pág. 343).