EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Violência doméstica
[20/09/2006- Matéria da Edição :79 - agosto de 2006 ]

Os alunos da 8ª série do Ensino Fundamental, orientados pela professora Edla Túnel, estão estudando vários gêneros textuais, dentre eles, a entrevista, cuja finalidade é obter opiniões de pessoas a respeito de um determinado assunto.
Para obter uma boa entrevista, o entrevistador deve pesquisar antes o tema a ser abordado.
Os elementos da entrevista escrita são: manchete, apresentação, resumo, perguntas e respostas.
Conhecendo essas caracterísitcas, nossos “jornalistas” foram à luta e entrevistaram vários profissionais com o objetivo comum de saber a opinião dos entrevistados a respeito da violência doméstica entre famílias de classe média-alta.


Entrevistado:Tereza Cristina Silveira Rollemberg Gomes
Profissão:Médica Psiquiatra e Psicanalista

1- O que você acha dos elevados índices de violência doméstica no Brasil? E como eles poderiam ser reduzidos?
Tereza: Acho que esses índices refletem o retrato de uma sociedade que vem sofrendo muito de diversos males físicos e mentais. Por conta disso, as pessoas se desesperam de tal forma que, sem buscar ajuda profissional na maioria das vezes, cometem atos de violência doméstica.
Esses índices poderiam ser reduzidos a partir de uma educação familiar, visando a um relacionamento que prospere, com muita paz, harmonia e amor.

2- Quais as principais conseqüências para as mulheres que foram violentadas sexualmente, abandonadas e nada fizeram a respeito? Qual o principal motivo dessa omissão?
Tereza: Acredito que o principal motivo dessa omissão é a falta de conscientização das mulheres no que diz respeito aos seus direitos enquanto sujeito humano. Essa omissão muitas vezes pode ocorrer por conta de uma fragilidade emocional na qual elas não se sentem fortalecidas psicologicamente para tomar certas decisões.

3- Qual a punição justa que, para você, esses agressores devem ter?
Tereza: Em primeiro lugar, cabe à justiça exercer o seu papel de conter esse ato perverso e promover a segurança doméstica. Em segundo lugar, esses agressores devem ser encaminhados a um sistema de tratamento psicológico para que haja uma possível mudança interior dos seus atos, pois não adianta punir sem tratar as causas que levam a esses atos extremos.

Equipe:
Sílvia Gurgel, Jéssica Rollemberg,
Uly Carvalho, Mariana Rollemberg,
Raiane Maria e Raquel Hora.


Entrevistado:Wagner Mendonça
Profissão:Estudante de Psicologia

1- Qual, na sua opinião, a principal causa da violência?
Wagner: Não haveria uma causa única. Penso que, no abuso de substâncias, o álcool, por exemplo, tem grande influência nos atos violentos, assim como a falência de valores que reconheçam no outro um semelhante. Além disso, normalmente, as pessoas tendem a reproduzir os padrões de comportamento aprendidos desde a mais tenra infância.

2- O que se deve fazer para evitá-la?
Wagner: Prioritariamente, investimentos em educação e conscientização da população como um todo. A estruturação de um sistema legal que garanta mecanismos para o cumprimento da lei, inibindo e punindo qualquer forma de violência, seja ela física ou psicológica.
4- O que você acha sobre a violência entre pais e filhos?
Wagner: A violência, sob qualquer aspecto, deve ser severamente repudiada. Quando se trata de uma atitude violenta entre pais e filhos, essa situação é bastante agravada, pois quando os membros de uma família, que deveriam servir como pilar para a construção da moralidade e da ética, desviam desse objetivo principal para se tornarem praticantes dessa barbárie, a conseqüência, inevitavelmente, é a reprodução de mais violência seja no contexto familiar ou social.

Equipe:
Arthur Rangel, Cecília Ludugero,
Fátima Arruda, Gabriela Ludugero
Guilherme Bastos, João Ricardo
Lorena Rosa, Virgínia Aguiar
Yves de Figueiredo.