EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Notícias do congresso
[27/02/2007- Matéria da Edição :83 - Janeiro 2007 ]
Às vésperas do início do ano letivo, Clouse Marinho (coordenadora) e Salete Fonseca (professora do Maternal) representaram a Nossa Escola no 4º Congresso Internacional sobre Educação Infantil e Séries Iniciais.
O evento aconteceu no final do mês de janeiro, em Fortaleza (CE), e reuniu grandes nomes da educação, a exemplo de Constance Kamii (EUA), Ariana Cosme (Portugal), Marcos Meier (Brasil-PR), Rui Trindade (Portugal), Mercedes Blasi (Espanha), Max Haetinger (Brasil-RS).
As duas educadoras estão organizando um minicurso com o objetivo de discutir, com as colegas de trabalho, as principais questões em pauta no congresso.
Até aí, tudo na mais perfeita ordem. O que eu não sei se conto é que Salete aprontou de novo. Se bem que ela diz que aquilo foi coisa do Saci - o mesmo que andou fazendo as panelas da escola parar nos galhos das árvores, feito fruta no pé.
Diz Salete que tinha uma missão, em Fortaleza, além de assistir às palestras e fazer os cursos. Por causa disso, ela e a amiga ganharam um dia antes do congresso e mais um dia depois. A missão era Salvar a coordenadora do caritó 4. O pior é que a encomenda foi feita por ninguém menos que a diretora Edmê Cristina. Para o cumprimento da missão - considerada impossível por alguns -, era preciso aproveitar as belas paisagens da capital cearense, o que Salete tentou fazer... muito mais em sonho, se é que teve disposição para sonhar depois da energia que perdeu tentando se manter grudada na poltrona do avião, durante a decolagem. Nos passeios que conseguiram fazer, Salete insistiu para que Clouse comprasse todos os vestidos que apareciam em sua frente. “Como este fica bem em você, Clouse. Você tem que levá-lo”. Tudo, secretamente, em nome da tal missão.
O fato é que as trapalhadas começaram e pareciam intermináveis. "Corre, que o ônibus já vem". Salete, ainda sob o efeito das muitas idéias de uma palestra, correu com o dinheiro da passagem na mão direita, subiu no ônibus, estendeu a mão para dar o trocado ao cobrador e "Cadê o dinheiro que estava na minha mão, Clouse?" E a coordenadora: "Sim, cadê o dinheiro?" - ignorando o que havia acontecido. Ainda bem que o valor perdido era pouco, e o humor, muito espaçoso. As duas caíram numa gargalhada sem fim, contagiando todos os passageiros, que riam "não sei de quê" e assim foram até, talvez, além do ponto onde as turistas saltaram.
Já no hotel, um banho e uma roupa fresquinha. Ê vida boa... Blusa pelo avesso, short com a frente para trás, sandália direita no pé esquerdo e vice-versa. Não estou dizendo? Foi desse jeito. E mais: ela não sabe contar como, mas, no meio desse desatino, sua mala saltou para o chão. Com a mala de volta ao seu lugar, agora outro par de sandálias da professora apareceu arrumadinho, justinho onde ela jura que só havia roupas. Foi a gota d'água. Os enegrecidos cabelos brancos de Salete se rebelaram e a conduziram, desvairada, às seguintes conclusões: "Eu protesto! Eu não estou louca! Você, Clouse, deve estar de conchavo com o Saci, para sabotar a minha missão” (o leitor lembra do caritó da coordenadora?). “É isso. O Saci não tem os pés, ou melhor, o único pé fincado em Aracaju, no mundo encantado da Nossa Escola. O malandrinho deve estar por aqui, querendo me fazer acreditar que os meus quase 50 anos (pequeno exagero da narradora) já estão pesando nos meus ombros. Mas o pior mesmo é voltar de mãos abanando, correndo o risco de perder meu emprego... Ah! Já sei: digo que aqui, em Fortaleza, o mar não estava pra peixe - não havia nenhum homem bonito e disponível. É isso”.
Moral da história, caro leitor: recuse missões impossíveis e garanta o seu emprego deixando para Da Noca as questões do caritó.
Aglacy Mary