EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007
Clouse Marinho
Dom Quixote (Luciano), Thalita Rebouças e Sancho (



E as lágrimas rolaram
[29/01/2007- Matéria da Edição :81- outubro de 2006 ]
Faltam palavras e sobram emoções para relatar um dos últimos significativos momentos da I Feira do Livro de Sergipe.
Era final da manhã do domingo, dia 29 de outubro, último dia da Feira. Estava no hall do Hotel da Costa, com a escritora Thalita Rebouças e sua amiga, a jornalista Edna Calheiros, à espera do fechamento da conta. Assim seguiríamos para o almoço e, por fim, ao aeroporto. Parecia-me que só faltava viver a emoção da despedida de Thalita, mas um telefonema de Clouse (coordenadora) trouxe-me uma expectativa não prevista: “Não saia agora do hotel. Espere-me; tenho uma surpresa para Thalita”. Surpresa fiquei eu. O que ainda estava reservado para o final daquela manhã? Não disse nada a Thalita e aguardei... Eis que chegam, subindo a rampa do hotel a passos firmes, Dom Quixote (Prof. Luciano Góis) e seu fiel escudeiro Sancho Pança (Prof. Anna Cristina). Thalita arregala seus expressivos olhos verdes e enrubece com as cordiais e amáveis palavras do cavaleiro galanteador, que afirmava ter encontrado ali sua adorável Dulcinéia.
Voltei no tempo: Sorri largamente e lembrei de um passado próximo, onde vivemos a magia da XI Feira de Livros da Nossa Escola, em 2005. Uma feira de muita criatividade, muito esforço, técnica e determinação para emocionar crianças e adultos e celebrar os 500 anos do clássico de Miguel de Cervantes. E ali estávamos, confrontando um passado tão recente e profícuo com um presente bem sucedido e vitorioso.
Na Feira, Dom Quixote passeava encantando as crianças com suas histórias. Sancho Pança ensinava, com seu comportamento zeloso, o valor da amizade e do cuidado com o outro. As imagens me emocionaram. A realização de tantas feiras de livros no espaço da Nossa Escola produziu um marco na celebração do livro em nosso estado - a I Feira do Livro de Sergipe. Ali o amor à leitura foi socializado com muita espontaneidade e afeto por toda a equipe da Nossa Escola, que, somente por ter raízes fortes e profundas, pôde garantir tão belos frutos.
Dom Quixote e Sancho Pança já haviam deixado meus olhos, e sua aparição, naquele domingo, mobilizou em mim diversos sentimentos que vão se perpertuar em minha memória, pois toda memória carregada de emoção conserva-se por mais tempo e é evocada com mais facilidade.
Fui às lágrimas! Como gostei da surpresa! Vivenciei-a com o olhar e o coração de criança.

Sheila Ludugero (Coordenadora da Nossa Escola)