EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007
Na saída de Aracaju, os aventureiros



UMA GLÓRIA DE PASSEIO. Ilha do Ouro
[09/05/2007- Matéria da Edição :88-julho de 2007 ]
UHUUUUUUUUUUU! Sentiu só? Pois é, vou tentar transportar para este texto tudo o que aconteceu neste passeio do dia 15 de julho. Um grupo de 23 pessoas de várias idades com uma vontade imensa de gastar energia, em contato com a natureza, e explorar o que Sergipe tem de bom, saiu de Aracaju, no sábado à tarde, com destino à cidade de N. S. da Glória.
A meninada da cidade não podia acreditar no que estava vendo. Eram tantas bicicletas bonitas e modernas, capacetes, luvas, garrafas térmicas, uniformes especiais, mochilas de hidratação; tínhamos japonês, baianos, gaúcho, enfim, muita novidade em uma cidade do sertão sergipano. E logo nos interrogavam para saber o que ia acontecer.
Passeamos à noite e, no domingo pela manhã, após um belo café, saímos em direção à Ilha do Ouro, povoado de Porto da Folha, às margens do rio São Francisco. Após orarmos a DEUS agradecendo por aquele dia, iniciou-se um trajeto de muita emoção: vegetação muito verde, abundância de águas, pássaros cantando, a alegria do povo sertanejo ao sair para a porta e contemplar aquela novidade, feita de aventureiros de bicicletas percorrendo suas estradas de poeira. BOM DIA! Que povo educado! Sentimo-nos bem recebidos, por que não dizer...? Com platéia. Aquele domingo foi um dia de aprendizado. Fizemos mais amigos, estreitamos os laços já existentes, respiramos ar puro e cheiro de curral, ouvimos o som das águas do riacho Capivara, teve picada de abelha - mas acredite: nem doeu! A solidariedade do grupo foi algo muito evidente.
Estávamos sempre juntos para o que fosse preciso. Até um ciclista do caminho ingressou no grupo para compartilhar da nossa alegria.
Descidas e subidas me lembraram do nosso dia-dia de trabalho, educar filho, cumprir com os deveres de cidadão. E quando chegávamos no alto, com vista para o Velho Chico, recordei-me também das conquistas e vitórias alcançadas na minha vida.
Concluí que nunca estamos sozinhos, acredite. Quando nossa água acabou, conseguimos reabastecer com qualidade de pote de barro no alto da Serra dos Homens, água bem fria e refrescante. Tínhamos colegas com dotes de mecânico, enfermeiro, nutricionista, guia turístico, fotógrafo e tínhamos carro de apoio.
Ao chegarmos no destino, já exaustos, suados e famintos, pudemos renovar nossas forças ao dar um mergulho no rio São Francisco, de águas limpas e geladas, e almoçar numa grande mesa, confraternizando-nos. Com espírito e alma renovados, recolocamos nossas bikes de volta no bagageiro do ônibus e retornamos a nossas casas, como crianças que tiveram um dia perfeito de lazer.

por Marcelo Fonseca, pai de Samarah (Jardim I)