EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007
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Sérgio Luiz Thiessen



“É no calor de uma disputa que nós iremos expor nossos valores éticos e morais”
[29/06/2006- Matéria da Edição :77 - maio de 2006 ]
Sérgio Luiz Thiessen, coordenador geral dos Jogos Escolares TV Sergipe, concede entrevista exclusiva ao Nossa Voz após a finalização do evento


Os Jogos Escolares TV Sergipe crescem, a cada ano, em respeito e aceitação pelas escolas do estado de Sergipe. O jornal Nossa Voz procurou o coordenador geral do evento, o conhecido empresário da Agitação Eventos Esportivos - Sérgio Thiessen -, para uma conversa sobre os aspectos desse campeonato, que conhecíamos como Olimpíada TV Sergipe.


ENTREVISTA

NOSSA VOZ: Há quanto tempo existe a Olimpíada Escolar TV Sergipe? Com que objetivo foi criada?

SÉRGIO: A primeira edição desse evento foi em 2003, fruto de uma parceria entre a Federação Sergipana de Desportos Escolares e a TV Sergipe, e tinha como objetivo preencher uma lacuna que existia no nosso estado com relação a evento esportivo escolar, pois, naquela época, tanto os jogos da primavera como os jogos das escolas particulares não vinham mais acontecendo.
O que no início parecia um sonho, aos poucos se tornou realidade, graças a muito trabalho, dedicação e fé. Naquele início, o apoio de algumas escolas que acreditaram no nosso trabalho foi fundamental, entre as quais eu incluo a Nossa Escola, que, desde o primeiro momento, confiou plenamente na nossa proposta.
A partir de então, o evento ganhou corpo, e a cada ano seus números são mais exuberantes. Neste ano, atendendo à solicitação da TV Sergipe, alteramos o nome do evento para Jogos Escolares TV Sergipe e atendendo a um anseio dos diretores das escolas, programamos a sua realização para o primeiro semestre. Mesmo com essas mudanças, obtivemos mais de 80 escolas inscritas e cerca de 4.000 alunos participando!!

NOSSA VOZ: De onde são as equipes que participam do evento?

SÉRGIO: São equipes e alunos de escolas públicas e privadas, da capital e do interior. É importante ressaltar que cada modalidade é conduzida pela sua Federação Oficial, recebendo um tratamento específico que lhe é inerente. Dessa forma, respeitamos as divisões de faixas etárias, forma de disputa e sistema de pontuação característicos de cada uma.

NOSSA VOZ: Quais são as modalidades que integram este evento? Quais as que se destacam quanto à participação de competidores?

SÉRGIO: Neste ano, tivemos 12 modalidades esportivas: futsal, vôlei, basquete, handebol, natação, judô, karatê, xadrez, ginástica olímpica, ginástica rítmica, tênis de mesa e tênis de campo. Como de costume, a modalidade com maior número de equipes é o futsal, com mais de 150 nas suas diversas categorias. A natação também merece um destaque especial, pois, entre as modalidades individuais, é aquela que reúne maior número de atletas, cerca de 700! Outras modalidades com bastante participação são o voleibol e o judô. Vale a pena destacar que praticamente todas as modalidades esportivas vêm obtendo um crescimento em número de atletas e escolas a cada ano.

NOSSA VOZ: A Nossa Escola discute constantemente com os seus atletas a importância de uma postura ética também no esporte. Como você tem visto esta questão nos jogos escolares?

SÉRGIO: Tenho um enorme carinho e respeito pelos diretores e professores da Nossa Escola. Não foi à toa que confiei a educação de meus dois filhos a esses profissionais. Por conta disso, posso afirmar que a condução pedagógica que ela oferece aos alunos é, sem dúvida alguma, aquela em que eu mais acredito e confio. Isso vale também para o esporte, é claro. Afinal, é no calor de uma disputa que nós iremos expor nossos valores éticos e morais. Para trabalhar essa questão, é fundamental o preparo e a postura dos professores e técnicos a cada momento da competição. Durante esses anos de competição, tenho acompanhado, com muita tristeza, o comportamento de alguns pais e professores, que, ao extrapolarem na cobrança por resultados, exercem uma pressão injusta sobre seus filhos, alunos e arbitragem, com atitudes que às vezes beiram a irracionalidade, esquecendo-se que, para esses "meninos" e "meninas", muito mais importante que vencer um jogo, o que eles querem de verdade é aprovação daquelas pessoas que elas mais amam e em quem confiam. Felizmente esses casos são em minoria, e nossa esperança é que exemplos como o da Nossa Escola, entre outras escolas, possam dar cada vez mais frutos..

NOSSA VOZ: Como você analisa o desempenho dos atletas da Nossa Escola na competição?

SÉRGIO: Acho muito bom, não apenas nos resultados numéricos, uma vez que a Nossa Escola está sempre entre as primeiras, mas principalmente pela forma como seus alunos encaram a competição: com alegria, dedicação, respeito às regras e muita ética. Esses, sim, são os principais pontos as serem analisados no desempenho de uma escola.
Posso observar também que a Nossa Escola tem uma vocação especial para o esporte, sempre com boas participações na nataçâo, basquete, voleibol, tenis de campo, tenis de mesa, xadrez e futsal. A Nossa Escola está de parabéns!!

NOSSA VOZ: Alguns pais têm nos abordado sobre os esquemas de segurança, de prevenção de acidentes e primeiros socorros montados para o evento. Fale-nos sobre isso.

SÉRGIO: Uma coisa é a estrutura ideal, outra é a real e possível. Logicamente que todo cuidado é pouco com relação à prevenção de acidentes e atendimentos de primeiros socorros, mas sabemos que uma estrutura como essa, em especial num evento desse porte, tornaria o mesmo completamente inviável, uma vez que, é bom entender, não basta ter um material de primeiros socorros (lembrando: todas as escolas que cedem seus espaços oferecem esse material); seria importante ter uma equipe médica de prontidão e plenamente capacitada para qualquer emergência, o que, como já disse, torna o evento inviável financeiramente. Essa não é a realidade só destes jogos; isso acontece em todos os eventos esportivos - escolares ou não -, gincanas, jogos internos das escolas, aulas de modalidades esportivas, viagens, excursões etc. No entanto, alguns pontos nos deixam mais seguros e tranqüilos com relação a esse assunto. Um deles é que, de acordo com o regulamento da competição, cada equipe só pode participar da disputa se estiver acompanhada de um profissional de Educação Física, e, segundo reconhece o próprio ministério público, esse profissional é plenamente capaz de prestar primeiros socorros uma vez que essa matéria faz parte da sua formação. Outro ponto é que, em todas as quadras, independente de data, local e horário, colocamos um representante da coordenação dos jogos com todas as instruções de medidas para serem tomadas em casos de acidentes, entre as quais acionamento do SAMU, através de código privativo acertado anteriormente com a mesma, o que garante um atendimento ágil e rápido em qualquer ponto da cidade.