EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Reflexões
[20/10/2007- Matéria da Edição :89-agosto de 2007 ]
por Clara Fagundes (9º ano)

O amor hoje em dia

Será por acaso que o número de casamentos anda diminuindo e o de divórcios aumentando tanto?
E os namoros, por que têm sido trocados por “ficadas”?
O amor está sendo banalizado.
O “Eu te amo” tem virado quase um “bom dia”.
A verdade é: o compromisso, os sentimentos têm sido pregados como péssimas idéias. Todo mundo quer ter alguém pra chamar de ‘seu’, mas ninguém quer ser chamado de ‘meu’.
Afinal, por que se “prender”, se sair beijando aqui, paquerando ali, parece bem mais fácil e divertido?
Ninguém quer dar satisfações, todo mundo quer liberdade.
Mas será que a solidão a que isso leva é boa para essas pessoas?

Saudade

Saudade é angústia.
Saudade é a prova de que o passado valeu a pena.
Saudade é a presença dos ausentes.
Saudade é amor.
Sentimos saudade de quem morre - queremos que reviva.
De quem viaja - queremos que seja quem era antes.
Se sentimos saudade, é porque quem foi nos é importante. Importante o bastante para deixar um vazio em nossas vidas e em nossos corações.
Mas não sentimos saudade só de pessoas. Às vezes, momentos, sentimentos, lugares, cheiros, conversas, fazem-nos ainda mais falta do que a pessoa em si.
É impossível não dizer que a saudade faz parte de nossa vida.