EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



O trem segue a tradição
[19/06/2006- Matéria da Edição :77 - MAIO DE 2006 ]
Crescer na troca e trocar com pessoas que têm grandeza é sempre um bom caminho. Com quem tem grandeza no fazer, principalmente. Não que não gostemos de uns bons dedos de prosa, de causos de toda ordem, de filosofia, de desafios matemáticos principalmente vindo do professor Valdenberg, que tem nos assistido com seu gênio e com a sua atenção. O que se passa, no entanto, é que a gente fica matutando aquela idéia do intelectual francês Foucault de que “o pensamento transmite-se a um pensamento, e uma ação provoca uma outra”. Mas antes mesmo que a gente descambe para a idéia de dicotomia à moda grega e apolínea – ação versus pensamento –, ele afirma que “o pensamento age”. Negócio difícil de entender, mas ‘bão’ de viver. Temos assim mais clareza de nossos valores mais genuínos, dos métodos mais apropriados para o nosso contexto.
Saímos do mês de maio felizes, no embalo das melodias em homenagem às “Nossas Mães suficientemente boas”. Não deixem de conferir, ainda nesta edição, a beleza dessa festa porque, afinal, foi todinha estruturada com corações de filhos amorosos que sabem demonstrar com arte a sua gratidão. E vamos “nóis”... porque o trem movido ao som de Villa Lobos e na lírica de Ferreira Gullar não pode parar. Entramos, portanto, no mês das festas juninas com muita chuva e abundância “das coisas da terra” do jeito que a gente gosta... E pra se gostar mais ainda, estaremos recebendo, na Nossa Escola, gente boa, “de peso no fazer social” enriquecendo, assim, cada vez mais, o nosso projeto ‘Percorrendo Trilhos e Provocando o Futuro’. A gente já vinha recebendo o jovem empresário Diego da Costa, e recebemos agora o grande e experiente empresário Luciano Barreto – chique, não? – para as nossas aulas de Empreender e Transformar. No segundo semestre, estaremos contando também com os ensinamentos do empresário Fedro Portugal.
O negócio literalmente “tá” ficando “dos mió”. Muitos saberes aqui transitam para que os nossos alunos possam se colocar no mundo, com grandeza, lembrando sempre do que afirmou Juscelino com propriedade: “Grandeza não constitui uma dádiva da Providência; é uma combinação de visionário e audácia. Não é bem que se herda, mas uma situação que, a duras penas, se conquista”. Fortalecidos para as “duras penas”, os nossos alunos correm rumo à construção do futuro do qual são partes vitais de sua essência e, no que depender da gente, a gente sonha... se prepara “pra mode” sempre fazer o melhor. Se Deus quiser.

Edmê Cristina