EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



...Tornar-se a voz de todos que fazem a Nossa Escola e de outros que queiram contribuir com este jornal.
[16/10/2006- Matéria da Edição :80 - Setembro de 2006 ]
“Como ‘confiança não se tira das coisas feitas ou perfeitas’: ela rodeia é o quente das pessoas” segundo Guimarães Rosa, queremos esquentar as discussões “e desse quente forjar valores que nos permitem substituir o fácil e os vícios. Queremos mesmo é desafiá-los a pensar de forma inteira sobre uma educação mais responsável e fecunda" (Fidellis Mariconi). A função do Nossa Voz é tornar-se a voz dos alunos, dos professores, da coordenação da Nossa Escola e de outros que queiram contribuir com este jornal apresentando assuntos de interesse do público e alcançá-lo - no quente - com discussões que permitam conhecer outras concepções educacionais que vão além da superficialidade das propagandas de cunho capitalístico, cuja função é vender acima de tudo, e para isso, valem-se até do reforço da alienação, da passividade intelectual, afetiva. Educação é diferente de todo e de qualquer produto capitalístico; é o trabalho que aciona a consciência da consciência do outro e do objeto (Augras). Aquela consciência da consciência que interpreta a natureza, os objetos dados, as relações possíveis através da percepção que é transformada em mundo (idem).
Sim, transformada em mundo porque o mundo não é a natureza dada - nesse modo de ver as coisas - tampouco a história, mas o que se faz com essa natureza e com essa história transformando-a no mundo dos homens. Acredito mesmo que é mais efetivo educar partindo desse princípio. Ele serve de alicerce para construir uma relação mais ética com o outro, com a vida, já que cada um de nós fica responsável pelo mundo tal como ele é. João Ubaldo - na internet, então vai saber se é mesmo deste autor - diz que só se pode pensar em construir um mundo melhor quando se é capaz de melhorar aquela pessoa que, todas as manhãs, vemos refletida no espelho. O triste para nós é que a sociedade brasileira está sempre relacionando sucesso com as atitudes não-éticas. Quem, de fato, estudou Mauá sob a visão criteriosa de Jorge Caldeira sabe o quanto a credibilidade salva países de crises financeiras e o quanto permite a construção de impérios. Mas se você não sabe e anda com esse discurso - cá entre nós, muito imoral - comece a estudar lendo o conteúdo da entrevista da aluna Mariana, 6ª. série. Ela, sim, é uma repórter séria.
Leia mais do que essa entrevista e conheça o resultado na escrita de nossos alunos, da intensa leitura que tem sido desenvolvida na Nossa Escola. O nosso trabalho de intensificação da leitura e dos trabalhos em torno dela vem criando frutos, bons frutos: métodos mais eficazes de leitura e de apreensão das disciplinas escolares, compreensão mais fecunda da natureza, da história do homem que só pode resultar em ações mais ativas e mais criativas no mundo. Por falar de ação mais criativa no mundo, a Nossa Escola, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado, presenteará a sociedade sergipana com a I Feira do Livro de Sergipe. Esse também é mais um dos resultados do nosso empenho em reforçar a leitura entre as pessoas, como um grande e nobre valor.