EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Fofocas da Noca
[26/06/2007- Matéria da Edição :87-Junho de 2007 ]
Beijo cura dor
E beijo na mão cura cólica, é? A ciência não comprova isso. Mas Lua, quando sente dor, a cada intervalo, recebe a visita de JG, que alisa o seu rosto, beija-lhe as mãos e pergunta-lhe como está. As demais garotas vão logo colocar a mão na barriga, fazer a mesma carinha e experimentar do mesmíssimo remédio. Se isso realmente cura, a gente não sabe, mas que o sorriso da jovem se abre e que é fofo de dar inveja, todos, verificam e assim consideram. Não precisa da tal ciência para comprovar.
Barraqueiros e barraqueiras, tenham classe...
Em nome da beleza e da graça, ouçam os nossos conselhos, pobres garotas: vocês querem fazer barraco? Não façam, não; façam barracas.
Outro dia, eu li que devíamos viver embriagados, mas de vida; ou seja, meio suspensos na emoção de viver. Será que quem fez os barracos queriam isso?
Qual o jovem que não quer? Mas não precisam por isso, sair por aí perdendo a classe, sem respeito ao mais básico: à propriedade alheia e às garotas menores... A Nossa Escola é palco, mas de aprendizado. Até para barraqueiros. Mas de outro tipo: barraqueiros de São João.
Se não souberem como fazer, batam a nossa porta, peçam-nos licença e conheçam de perto as nossas e os nossos barraqueiros. Estes, sim, têm classe.
...Classe para interagir com diferentes culturas, por exemplo
Paula Prudente, Dinorah e Sada, com seus maravilhosos quitutes à moda nordestina, ao lado dos à moda paulista, trabalharam com afinco desde as oito da manhã até as 10 da noite. Com luva e tudo parar tocar nos alimentos. Atendimento de primeira, comida de colocar-nos em forma... bem redonda. Cajuzinhos... que delícia! Ou seria que saudade!? Bolo de chocolate de lamber os dedos. Escondidinhos, pois afinal temos classe, lembra? Caruru... "bão demais da conta". Tudo com gosto de infância do sudeste e do nordeste.
Churrasqueiros
Bem próximo das delícias de Paula, Dinorah e Sada, o churrasco "dos Mellaras" e "dos Serôas": Pais e filhos pareciam gêmeos na seriedade, nos movimentos rápidos com que faziam seus negócios e recolhiam os lucros.
Foi um sucesso de venda conforme denunciou o sorriso do Mellarinha e de seus largos tapas sobre o bolso direito. Tal pai, tal filho... não é mesmo?
Novos empresários de sucesso parece que vêm por aí...Serôa e Mellara.
Barraqueiras, mas tímidas... ou será que é "marketing"?
Tivemos as barraqueiras Paula Gurgel, Rebeca... Estavam lá no trabalho duro, com as suas mães bem esforçadas em introduzi-las no mundo dos negócios. O fato é que Paulinha fez da sua timidez o seu marketing. Declarou sua timidez a "figuras-chaves" do arraial, usando o seu charme bem peculiar. Em poucos instantes, já rolava no salão a seguinte prosa: vai até a barraca de Paulinha, pois ela é toda assim, quietinha, e não quer gritar os tradicionais bordões. Estratégia ou acaso? O fato é que, comovidos, fomos todos à sua barraca, ganhar os famosos quilinhos típicos de toda festa junina.
Ousadia e "marketing"
De tímido, no entanto, Tiago Oliva não tinha nada, mas de originalidade tinha um montão: "Coma sanduíche natural, já que você é gordo ou gorda e não consegue mesmo fazer uma dieta decente. Comam, então, /sanduíche natural, /e, sobre emagrecer, cultive a ilusão." Nós, os gordos, ríamos muito. No entanto, as boas risadas não são as garantias de que ele logrou uma "revolução de marketing". Vamos conferir isso nos lucros obtidos pelo barraqueiro.
O tino comercial se desenvolve
Pais muito esforçados em desenvolver, em seus pequenos, o tino para negócios foram também Amália e Hélio Canoves, mãe de Danilo, Lívia e Matheus. A barraca deles foi a que contou com a ajuda do marketeiro Tiago Oliva. No final do duro expediente, a família reuniu-se, contou a grana e dividiu os lucros. Aproximamo-nos, fizemos umas perguntinhas, mas não obtivemos nem um olhar, que dirá resposta. No balanço, a concentração foi total.
Macaé empresta mais charme ao nosso São João
Beatriz Barreto, recém-chegada de Macaé, mostrou que não perdeu seu charme de nordestina; deu um espetáculo de boa forma e de boa dança na nossa quadrilha Sonrisal. Depois, vendo a nossa pequena macaense, a gente até concordou que em Macaé não se perde em talento, mas cresce na arte de dançar.
A figurinha
Maria Luiza (Jardim I), só tem de pequeno o tamanho. O que tem de graça no seu rebolado não dá pra medir.
Improviso. Sei.
Foram lindas as quadrilhas. Os alunos do 6º. ano Fundamental ao 2º. ano do Ensino Médio mostraram, com muita graça, que não só os menores, mas os grandes também sabem animar uma festa e conhecem bem a sua cultura.
Claro que eles quiseram valorizar um pouco mais o talento de seu grupo. Leiam o que falaram diante dos elogios e do reconhecimento: "o que é isso, tia? a gente nem ensaiou direito. Estudamos tanto, nessas duas últimas semanas, para as provas”.
A gente faz de conta que todo aquele espetáculo foi de improviso, viu garotos e garotas?
Marcador de primeira
O nosso marcador, Edmilson, é artista de primeira, nunca vi nada igual. Cada ano que passa, parece que tudo fica "mió". Não repetiu nenhum passo, nenhuma coreografia.
Um susto com a quadrilha
Tudo seria "mió" mesmo, de verdade, se não fosse o susto que Sheila deu em Cláudio, ao que ele reagiu dando nela outro maior ainda. Sheila, concentrada nos ensaios, grita chamando as quadrilhas: Chega, pessoá! Chega! O professor e militar, concentrado nas fórmulas matemáticas, coitado, obcecado, já queria era prender. Ele saiu da sala de aula ou de seus dois mundos ali condensados em sua cabeça - de militar e professor - desceu as escadas perguntando onde? cadê a quadrilha? chamou o 190?
Quase matou de susto a tia Sheila. Até que o mal entendido se desfizesse, ficou aquele clima de buscapé, que se desfez em risos, no final. Felizmente.
2º. ano: muito dinheiro e bastante mistério
Você já ouviu que falar de lucro dá azar? Dá sim, diz a turma do 2º. ano. Eles não querem falar do lucro que o seu negócio gerou,. Negócio de churrasco com a supervisão do avô de Ana Luiza, da prisão. De jeito nenhum. Pelo contrário, dizem até que não deu nadica de nada. Mas conversa vai, conversa vem, descobrimos a razão do azar. Lucrou, falou, a concorrência escutou ...
Uma boa saída
8 Uma mãe de aluna surpreende a coordenadora no consultório:
- Que desafio foi aquele de Alan (professor de matemática), na prova?!! A coordenadora olha e pensa:
- Ah! Meu Jesus Cristinho! Descobriu-me aqui.
Pois é, continuou a mãe:
- Vanessa (7º. ano) levou o desafio para o aniversário do meu sobrinho e reuniu, em mesa, engenheiros, arquitetos, minha irmã que adora matemática e nada...
A coordenadora, bem estilo professora Edla: apertou, precisou de tempo para saber o quê, o porquê e onde, vamos apelar para o senso de humor.
- Mas nenhum deles estudou na Nossa Escola?!!
A mãe parou e pensou:
- Não é que é mesmo? O único que conseguiu resolver o problema foi Alípio. Depois de algumas horas, claro. Mas somente ele resolveu.
Alípio foi aluno da Nossa Escola durante 10 anos.
Isso sim, foi uma boa saída! - pensou orgulhosa a coordenadora.