EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



A vida faz aniversario
[05/09/2007- Matéria da Edição :85 - Março de 2007 ]
No dia 21 de março, a turma da Educação Infantil fez festa para comemorar o aniversário do primeiro pé de Algodão-do-Pará plantado na Nossa Escola. A árvore fica no centro do parque onde a meninada tanto se diverte, e sua presença oferece a todos um ar mais saudável, momentos de frescor e belas flores amarelas, que forram o chão das nossas tardes.
A primeira muda de Algodão-do-Pará da escola veio do município sergipano chamado Lagarto, pelas mãos de João Brasileiro, um grande contador de causos, professor que se alimenta de poesia, a mesma que plantou no chão da Nossa Escola. João Brasileiro visita sempre a árvore que fez nascer e que já rendeu várias mudas, espalhadas por Luís Carlos (diretor administrativo) pela Unidade II da escola.
As crianças conheceram a história do nascimento da planta e o grande desafio que ela enfrentou para sobreviver. A professora Aglacy fez alguns versos (confira-os nesta matéria) para contar tudinho à criançada, que foi à festa, com belos presentes para a aniversariante: mãozinhas, impressas com tinta, para manter seu tronco de pé; terra vegetal, cartazes e água.
Nos 13 anos da bela planta, toda a escola - pessoas, micos, pássaros, borboletas, patos, galinhas - agradece aos amigos - técnicos e engenheiros agrônomos - que empenharam seu conhecimento e sua sensibilidade para que uma vida importante não se perdesse.
O ALGODÃO-DO-PARÁ
Um segredo da varinha de condão
Aglacy Mary
O mar aberto de um lado.
Do outro, o rio correndo cheio.
Neste lugar de tanta vida,
Entre primores e feridas,
Estava a Coroa do Meio.
Só faltava um cantinho verde
Onde menino e menina iam poder estudar,
Correr para um lado e para o outro,
Ser responsável e solto,
Crescer podendo brincar.
Nesse belo reino de sol,
Eu vi crescer mais alguém.
Confesso que não sabia
Do tanto que nos daria
A semente desse bem.
Não sei que mês era aquele,
Se janeiro, fevereiro...
Quando a planta, pequenina,
Chegou, feito ouro de mina,
Pelas mãos de João Brasileiro.
O professor, nosso amigo,
Cheio de causos na memória,
Plantou, com o pé de algodão,
Um tanto de seu coração,
Um pouco de sua história.
A árvore teve vida difícil.
Enfrentou grande desafio.
Quando lembro do que se passou,
Bate, em meu peito, a mesma dor,
Sinto até um arrepio.
Tudo se pôs a voar
Quando um vento forte soprou.
Foi telhado para todo lado.
Da Atalaia ao Mercado,
Aracaju se assustou.
O tronco forte da árvore
Rendeu-se ao vendaval.
Pendeu para um lado. Caía.
E agora, o que seria?
Viraria um pé de pau?
O pior aconteceu.
Logo depois daquela hora,
O pobre pé de algodão
Perdeu mesmo o seu chão,
Ficou com as raízes de fora.
Socorro! Quem entende de planta?
Vieram todos ajudar.
Tentaram de tudo que havia,
Foi feito o que se sabia
Pelo Algodão-do-Pará.
Um monte de terra para a raiz,
O tronco bem amarrado,
Água, luz e muito carinho.
Essa foi a receita, o caminho,
E o pé de algodão foi curado.
Hoje estamos alegres
Em volta deste canteiro,
Comemorando os 13 anos
desta árvore trazida
Pelas mãos de João Brasileiro
Crianças, não percam a idéia,
Nunca deixem de plantar
Cajueiros, aroeiras,
Mamoeiros, goiabeiras,
Pés de algodão-do-Pará.
Aglacy Mary
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