EDIÇÃO IMPRESSA ATUAL - Nº 90-OUTUBRO DE 2007



Fofocas da Noca
[05/05/2007- Matéria da Edição :85 - Março de 2007 ]
Cheia de graça
Gleide (Nossa secretária) foi para o Rio e pensou que era a Garota de Ipanema. Em julho, ela viajará com Célia, para a Europa.
Célia, segure as pontas da moça, senão ela retornará fazendo pose de Sophia Loren ou, quem sabe, de Brigitte Bardot.
Tem aluno do 1º. ano que elegeu a porta da escola o melhor lugar. De onde temos a melhor vista. Como assim? A melhor vista temos no terraço, de onde se vê o mar, a ilha, o rio, até a serra de Itabaiana. Mas o aluno prefere mesmo a porta da escola.
Carol Martins (8º. ano) sai... Com seu jeitinho faceiro, despede-se distribuindo aquele sorriso. Os seus olhos, então... saltam sob o olhar do aluno, de tão azuis. A professora responde ao seu sorriso: Tchau, gatinha.
E ele, todo inquieto, mas em seu lugar: De lá não sai, de lá ninguém o tira... Só depois da saída da gatinha. Ele não se contém: coça a cabeça, vira de lado e diz com convicção: - Gatinha, tia? Bota gatinha nisso... É "a" gata!
Só depois, quando o carro da tia de Carol vira a rua Mário Jorge Menezes Vieira, rumo à avenida que vai dar na ponte, quando a vista não mais alcança e o pescoço não mais estica, ele vai em busca de outras vistas, assim, bonitas. Mas não é do verde do mar nem do rio e, tampouco, da serra e da ilha. Seu olhar busca o pátio e as garotas que ali desfilam. "Mas nenhuma é igual àquela." - Diz ele suspirando.
Segundo Gabriela (1º. ano do Ensino Médio), Ygo está apaixonado. Aliás, apaixonadíssimo. Ninguém diz o nome da garota. Eu confesso: admiro a fidelidade do grupo, que sabe e não quer revelar. Mas não sei para que tanto mistério. Afinal, o Nosso Voz é sempre lido entre os amigos. É claro que nós somos beeemmm amigueiros. Mas isso é defeito?
Esta é Maria
Filha e irmã de duas mulheres brilhantes - Alaíde e Vanessa - só pode ser Maria (5 anos). Recentemente, Dra. Alaíde passou por uma situação própria desses tempos modernos: onde deixar a filhinha na hora de trabalhar? Em algumas tardes, deixava na oficina da Nossa Escola; em outras, levava-a para o consultório. Lá a menina ficava na pequena ante-sala, enquanto sua mãe atendia os clientes. Distraindo-se como podia.
Numa tarde, chegou ao consultório uma velha senhora e a sua dama de companhia. Enquanto Alaíde atendia a senhora, a companhia era da garotinha. Feliz, Maria propôs: "vamos brincar de escola?" Quem a conhece bem, sabe que ela protagonizou a professora. Desse modo, pediu à dama que fizesse o seu nome. Ou por não se sentir à vontade com o jogo infantil, ou por não saber de verdade escrevê-lo, relatou a Maria, assinava-o quando a velha senhora o escrevia para que pudesse copiá-lo. Mas a pequena professora não se deu por vencida. Pediu, então, que usasse o lápis e o papel para desenhar algumas letrinhas, "uma que fosse". A moça, no entanto, meio constrangida, afirmou que nem assim conseguiria. Maria exclamou:
- Miiiisericórdia!
Cheia dela, ou seja, de misericórdia, empenhou-se. Antes que a consulta se encerrasse, Maria logrou ensiná-la as duas primeiras letras de seu nome. Encantada, não mais constrangida, a jovem relatou esse momento à sua patroa que, por sua vez, fez questão de ir contar tudo a Dra. Alaíde.
Tia Sheila não sabe o que diz
Gabriel Borba (1º ano do Ensino Fundamental) correu para tia Sheila, todo feliz: - Tia! Tia! Minha prima de Salvador chega hoje...
- Que bom, Gabriel! Então, aquela bonequinha vem lhe visitar?
Gabriel nem respondeu. Nitidamente decepcionado, colocou-se sob um brinquedo, ali próximo, e não quis mais conversa.
Sheila, sem entender a reação do garoto, perguntou:
- O que foi, Gabriel? Aconteceu alguma coisa? Nesse instante, estava tão feliz...
- Minha prima não é boneca, não, viu, tia Sheila? A cabeça dela nem bota e nem tira do lugar.
Um grande desafio, para os professores, é saber quem é Gabriela ou Cecília (1º ano do Ensino Médio). Wesley, professor de Língua Portuguesa, que o diga. Ele vive criando estratégias para não trocar uma pela outra ou para que elas não saibam da sua confusão e assim não as ferir. Coitado, ele pensa que ninguém nota a sua inabilidade para perceber os pouquíssimos detalhes que as distinguem fisicamente, e todo o seu esforço para acertar quem é quem. Recentemente, a turma toda, brincando de Amigo Ovo... foi o maior mico. Wesley, todo empolgado e seguro - acreditando em alguma técnica infalível -, deu ovo de chocolate para Cecília chamando-a de Gabriela.
Claro, garotos nessa idade não perdoam. Transformam, com grande habilidade, o constrangimento do adulto em pura diversão. Mas professor agüenta...né?